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Policia
- Terça, 30 de Junho de 2009
Delegacia
do Geisel tem até 30 registros por dia
Buracos,
lama e assaltos nas ruas. A violência e a falta de infra-estrutura
estão preocupando moradores e comerciantes no Bairro do Geisel.
Até o final da manhã de ontem, a 4ª Delegacia
Distrital já tinha registrado cinco queixas de assaltos praticados
durante o final de semana. De acordo com o agente policial Moacir
de Lima Ribeiro, os episódios são comuns no local,
pois, normalmente as ocorrências do bairro chegam a 20 ou
até a 30 diariamente.
O secretário de infra-estrutura do município, João
Azevedo, afirmou que várias ações estão
sendo executadas para acabar com os problemas de buracos nas ruas
da cidade, mas que a população precisa ter paciência,
pois, não há condições de fazer em todas
ao mesmo tempo. “Atualmente estamos trabalhando com um projeto
de pavimentação onde 245 ruas da cidade estão
sendo calçadas. No Geisel, cinco ruas foram contempladas,
dentre elas a Aluísio Ribeiro e uma rua projeta que não
tem nome. As ruas que não estão neste projeto, provavelmente
podem estar no próximo, mas não tenho como garantir.
Além disso estamos fazendo também ações
de terraplanagem nas ruas que não são pavimentadas”,
disse.
A reportagem tentou entrar em contato com o Secretário de
Segurança para divulgar que ações estão
sendo planejadas para o bairro, no entanto, até o fechamento
desta edição, o secretário não foi encontrado.
Comerciantes
têm medo de trabalhar
O taxista
Vanilton Ferreira trabalha no ponto da Rua Petrônio Figueiredo
há mais de 15 anos, e contou que hoje precisa trabalhar com
a sorte. “Homens em motos passam assaltando nas ruas do Geisel
constantemente. Hoje, não pegamos qualquer corrida, vamos
na experiência. Quando a gente vê que a pessoa tem perfil
de assaltante dispensamos. Mas mesmo assim a gente tem que trabalhar
com a sorte e com Deus ajudando, pois quem vê cara não
vê coração”, revelou.
Já Marcílio da Nóbrega Leitão tem um
comércio há cerca de 20 anos também na Rua
Petrônio Figueiredo, o bairro sofreu transformações
ao longo dos anos. “Antes o Geisel era tranqüilo, agora
a violência é uma constante. É assalto a toda
hora em farmácias, comércios e a pedestres. Falta
segurança nas ruas, é muito raro passar uma viatura
fazendo ronda por aqui. Não existe na delegacia uma viatura
de prontidão para quando a população precisar”,
afirmou.
O fato foi confirmado pelo agente Moacir de Lima Ribeiro, que admitiu
que não existe um carro específico para rondas na
delegacia. “Nós temos uma viatura em boas condições,
mas ele atende a todas as ocorrências da delegacia, como:
transferência de presos, entrega de ofícios e intimações,
entre outros. Não tem como fazer rondas, apesar da incidência
de grandes assaltos no local”, disse.
Juliana
Gontiès
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Veja
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