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JOÃO
PESSOA/PB – 04 DE JANEIRO DE 2012
INVESTIGAÇÕES
DE JUÍZES PELO CNJ SALTAM DE 693 PARA 1.710 EM UM MÊS
O
número de juízes investigados pelos tribunais do país
aumentou em mais de 1 mil em pouco mais de um mês. Eram 693
investigações, em 14 de novembro de 2011, quando o
Conselho Nacional de Justiça (CNJ) passou a fazer um levantamento
de todos os processos disciplinares e sindicâncias contra
magistrados. Hoje, há 1.710 juízes sob suspeita, segundo
informações que são transmitidas pelos próprios
tribunais ao CNJ.
Apesar do crescimento nas investigações,
elas podem não sair do papel, caso o Supremo Tribunal Federal
(STF) decida que o CNJ não pode avocar para análise
própria os processos que estão em ritmo lento de apuração
em vários tribunais do país. Se essa decisão
se confirmar, os tribunais vão poder gastar o tempo que quiserem
na apuração e o CNJ não terá como fazer
nada a respeito, a não ser esperar que um dia os casos sejam
enviados para que o conselho tome providências.
O número de investigações é passado
pelos próprios tribunais dos Estados, seguindo uma estratégia
definida pelo presidente do CNJ e do STF, ministro Cezar Peluso.
Após reunião com representantes dos tribunais de justiça,
em outubro, Peluso decidiu que as corregedorias passariam a enviar
dados mensais sobre as investigações ao CNJ. Com isso,
foi criado o Sistema de Acompanhamento de Processos Disciplinares
contra Magistrados.
O objetivo, segundo o presidente do CNJ e do STF,
foi o de dar "mais transparência aos processos disciplinares
contra juízes e desembargadores em todos os tribunais".
Mas, a maior parte das informações é sigilosa.
Há apenas duas ou três linhas sobre cada processo,
como "desaparecimento de três processos da vara",
"supostas irregularidades (do juiz) no processo" ou "desbloqueio
(irregular) de valores".
Nem as iniciais dos juízes sob investigação
aparecem. Já o nome de quem fez a denúncia contra
os juízes aparece por inteiro em vários Estados, como
em Pernambuco, no Ceará e no Distrito Federal. Na Bahia,
há até o nome de bancos que denunciaram juízes.
Em São Paulo, os 191 processos contra juízes
são resumidos em dois tipos de investigações:
"apuração preliminar da conduta do magistrado"
e "prática, em tese, de infração administrativa".
Ao prestar esse tipo de informações ao CNJ, o TJ paulista
evita descrever, em detalhes, o que está sendo apurado contra
os seus magistrados.
No Ceará, há casos de atropelamento
cometidos por juízes e denúncias de baixa produtividade.
No DF e no Piauí, há processos contra juízes
em que nem o que motivou a investigação é divulgado.
No lugar onde o motivo deveria aparecer, há um espaço
em branco. Mas, o nome do denunciante aparece por extenso. Há
desde empresas e pessoas físicas até bancos e associações.
O número de investigações é passado
pelos próprios tribunais dos Estados, seguindo uma estratégia
definida pelo presidente do CNJ e do STF, ministro Cezar Peluso.
Após reunião com representantes dos tribunais de justiça,
em outubro, Peluso decidiu que as corregedorias passariam a enviar
dados mensais sobre as investigações ao CNJ. Com isso,
foi criado o Sistema de Acompanhamento de Processos Disciplinares
contra Magistrados.
O objetivo, segundo o presidente do CNJ e do STF,
foi o de dar "mais transparência aos processos disciplinares
contra juízes e desembargadores em todos os tribunais".
Mas, a maior parte das informações é sigilosa.
Há apenas duas ou três linhas sobre cada processo,
como "desaparecimento de três processos da vara",
"supostas irregularidades (do juiz) no processo" ou "desbloqueio
(irregular) de valores".
Nem as iniciais dos juízes sob investigação
aparecem. Já o nome de quem fez a denúncia contra
os juízes aparece por inteiro em vários Estados, como
em Pernambuco, no Ceará e no Distrito Federal. Na Bahia,
há até o nome de bancos que denunciaram juízes.
Em São Paulo, os 191 processos contra juízes
são resumidos em dois tipos de investigações:
"apuração preliminar da conduta do magistrado"
e "prática, em tese, de infração administrativa".
Ao prestar esse tipo de informações ao CNJ, o TJ paulista
evita descrever, em detalhes, o que está sendo apurado contra
os seus magistrados.
No Ceará, há casos de atropelamento
cometidos por juízes e denúncias de baixa produtividade.
No DF e no Piauí, há processos contra juízes
em que nem o que motivou a investigação é divulgado.
No lugar onde o motivo deveria aparecer, há um espaço
em branco. Mas, o nome do denunciante aparece por extenso. Há
desde empresas e pessoas físicas até bancos e associações.
Quando o Sistema de Acompanhamento de Processos Disciplinares contra
Magistrados foi criado, em novembro, o TJ do Piauí aparecia
com o maior número de investigações contra
juízes: 211 processos. Em seguida, vinha São Paulo,
com 134, e o Amazonas, com 59 processos.
Agora, o campeão de processos contra juízes
é o TJ de Pernambuco, com 395 processos. Há desde
acusações graves, como o sumiço de processos
criminais, até casos menores, como denúncias de maus
tratos por um magistrado.
O TJ de São Paulo, que foi pivô da
atual crise sobre o poder do CNJ - deflagrada após a abertura
de investigações pelo conselho sobre os ganhos dos
desembargadores paulistas -, manteve a segunda posição,
mas registrou um número maior de investigações
contra os seus juízes: 191 processos. O Piauí caiu
para a terceira posição, com 163 investigações,
e o Maranhão é o quarto da lista, com 129.
O TJ do Rio de Janeiro - um dos maiores do país
- informou ao CNJ que abriu processos contra apenas cinco juízes
e todos foram arquivados.
Além de contar com informações
sigilosas e inacessíveis ao cidadão comum, o sistema
ainda padece da ausência completa de dados sobre investigações
contra magistrados em quatro dos cinco Tribunais Regionais Federais
(TRFs) do país. Apenas o TRF da 2ª Região, com
sede no Rio de Janeiro, prestou informações ao CNJ.
Isso significa que, no plano dos juízes federais, o CNJ só
recebeu dados sobre magistrados que atuam no Rio e no Espírito
Santo - Estado que também pertence à 2ª Região.
Nos demais 24 Estados e no DF, não há notícias
sobre processos contra juízes federais.
No caso dos juízes trabalhistas, a situação
também é de ausência quase completa de informações.
Dos 24 Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs), 11 encaminharam dados
a respeito de investigações contra seus magistrados
ao CNJ. Desses, São Paulo registrou 30 processos contra juízes
trabalhistas, Amazonas informou ter 15 processos e seis Estados
disseram que não têm nenhuma apuração
em curso.
FONTE:
Redação - Adepol RJ
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Veja
a situação de algumas delegacias na Paraíba |