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JOÃO
PESSOA/PB – 12 DE DEZEMBRO DE 2011
PARA
87% DOS CIDADÃOS PESQUISADOS, JUSTIÇA NÃO TERMINA
PROCESSOS NO PRAZO
Brasília
- A lentidão é o maior problema da Justiça
na opinião de seus usuários, segundo pesquisa inédita
divulgada hoje (07) pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Para 87% das 18,7 mil pessoas que responderam ao questionário,
disponível desde setembro na página do conselho, a
Justiça tem dificuldade para terminar os processos dentro
de um prazo razoável - 56,7% acreditam que isso nunca ocorre,
enquanto 30,3% responderam que o desfecho é rápido
em poucas vezes. Apenas 10% acreditam que a Justiça é
rápida com freqüência, e 3% responderam que isso
acontece sempre.
Participaram da pesquisa advogados (46,5%), partes
em processos (33,7%), estagiários de direito (7,9%), advogados
públicos, defensores e membros do Ministério Público
(1,7%) e outras categorias não especificadas, como pesquisadores
e eleitores (10,2%). A maioria das respostas (77%) diz respeito
à varas de primeira instância, sendo que a Justiça
Estadual foi a que teve o maior número de respostas (68%).
A pesquisa também mostra que as críticas
ao Judiciário não se limitam à sua morosidade.
Outro item mal avaliado é a espera em filas e o atendimento
lento, opinião de 63,3% dos usuários, enquanto 62,7%
reclamam que as audiências não são realizadas
no horário. Para 60,7% dos participantes, os servidores não
têm atenção e interesse em atender quem necessita
da Justiça, e 59,6% acreditam que os funcionários
não esclarecem corretamente dúvidas sobre o serviço.
Nesses casos, no entanto, a avaliação negativa "poucas
vezes" foi a mais citada entre os internautas, enquanto a resposta
"nunca" foi a maioria no item que tratou sobre a agilidade
na tramitação dos processos.
As avaliações positivas ficaram com
itens relativos ao espaço dos órgãos judiciais.
A maioria reconhece que as unidades de Justiça são
limpas e organizadas (71,3%), que é fácil encontrar
os setores procurados (65%) e que o ambiente é adaptado para
pessoas com deficiência (54,6%). Além disso, as inovações
para facilitar o acesso à Justiça, como internet e
o sistema de Justiça itinerante, foram identificadas por
77,6% dos internautas.
A pesquisa identificou participantes de todas as
unidades da Federação, embora em quantidades mais
representativas nos estados mais populosos - mais de 50% das respostas
são de São Paulo, Pernambuco, do Rio de Janeiro e
de Minas Gerais. No Amapá, apenas dez pessoas responderam
ao questionário.
O diretor de Gestão Estratégica do
CNJ, Fabiano de Andrade Lima, ressaltou que é preciso ter
filtros para analisar os resultados, uma vez que a participação
era voluntária. "Vamos enviar para os tribunais os resultados
gerados para que aprofundem o diagnóstico e proponham ações
para sanar os problemas”, explicou. O CNJ irá monitorar
as ações para melhoria do atendimento em uma nova
pesquisa no ano que vem.
FONTE:
Redação - AG. BRASIL
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