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JOÃO
PESSOA/PB – 30
DE NOVEMBRO DE 2011
EMPRESAS
DE SEGURANÇA PARTICULAR ESTARIAM BOICOTANDO A PEC 300
Um
dos maiores portais de notícias do país, o R7, fez
uma matéria extensa sobre as resistências à
aprovação da Proposta de Emenda Constitucional de
número 300, a PEC 300, que cria o piso salarial nacional
para as polícias e bombeiros brasileiros. A reportagem deixa
claro quais são as instâncias governamentais que estão
boicotando a PEC, alegando desde falta de recursos até a
“quebra do pacto federativo”, falácias que tentam
camuflar a falta de prioridade para a segurança pública
no país. Segundo o R7, além do Governo Federal, os
governos estaduais de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito
Santo, Bahia, Minas Gerais e Pernambuco estão na vanguarda
da contrariedade à valorização dos profissionais
de segurança pública.
Na matéria, um outro “inimigo”
da PEC 300 é apontado, o lobby das empresas de segurança
particular, que não teriam o serviço de segurança
prestado por policiais “a preço de banana” caso
o salário das polícias fossem aumentados. Ouve-se
dizer que, em alguns estados, policiais chegam a cobrar menos de
R$40,00 por um turno de vigilância particular – valor
que beira a miséria, tendo em vista que até mesmo
o armamento utilizado pertence ao próprio policial. Vejam
o que a matéria do R7 fala sobre o assunto:
Mas não são só os governos estaduais e federal
que não querem a aprovação da proposta neste
ano. Entidades do setor apontam outro forte lobby contrário
à PEC 300: as empresas de segurança privada. De acordo
com o presidente da Cobrapol (Confederação Brasileira
de Trabalhadores Policiais Civis), Janio Bosco Gandra, a medida
prejudicaria o setor, que hoje lucra com a contratação
de policiais militares e civis para fazer “bicos” nas
horas vagas.
O autor do projeto, deputado federal Arnaldo Faria
de Sá (PTB-SP), concorda com a entidade, mas diz que a aprovação
da PEC ajudaria a solucionar com o problema.
- Hoje em dia, quase todos os policiais têm
um bico, senão eles não conseguem sobreviver. [...]
E o problema é que o salário do bico é, geralmente,
maior que o salário oficial, ou seja, o policial acaba dando
mais atenção ao bico.
Clique e leia no R7
Em outro trecho relevante da matéria, o
professor Guaracy Mingardi (FGV-SP) faz um alerta para o perigo
do desdém que os governos fazem com o tema:
Embora façam coro para destacar que a questão
salarial não é o único problema do setor, os
especialistas admitem que talvez ela seja a mais urgente. Para eles,
a tentativa do governo federal e dos Estados de adiar a votação
da PEC 300 pode se tornar um “tiro no pé”, visto
o número de greves e protestos que têm ocorrido pelo
país.
Em recente artigo, Mingardi alertou para um risco
iminente de “apagão” na área, a exemplo
do que ocorreu no governo FHC, que sofreu com o apagão do
setor de energia, e no governo Lula, quando o problema maior foi
o setor aéreo. Em entrevista ao R7, ele reforçou que,
caso o Executivo não dê pelo menos um “sinal”
às polícias, o governo Dilma pode enfrentar, em breve,
um “apagão da segurança pública”.
- Se não houver uma satisfação
para a polícia, você pode ter um apagão mais
generalizado no ano que vem. Neste ano, nós tivemos vários
focos de apagão, com greves e protestos. Mas se mostrarmos
que a coisa está caminhando, é provável que
no ano que vem a gente enfrente ma sequência de confrontos
inédita.
FONTE: Redação - R 7
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