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JOÃO
PESSOA/PB – 25 DE JANEIRO DE 2011
POLÍCIA
ENFRENTA MANIFESTANTES EM ‘DIA DA REVOLTA’ NO EGITO
Manifestações
de Túnis inspiraram os protestos egípcios
Tropas
de choque na capital egípcia, Cairo, entraram em confronto
nesta terça-feira com milhares de manifestantes que exigem
reformas políticas no país em um evento batizado na
internet pelos participantes de “dia da revolta”.
A manifestação
foi inspiradada pela onda de protestos populares que vem sacudindo
a Tunísia desde dezembro e que levaram neste mês à
renúncia do presidente Zine Al-Abidine Ben Ali.
A polícia
usou canhões de água e bombas de gás de efeito
moral para dispersar a multidão que se reuniu no centro do
Cairo.
Aglomerações
e manifestações populares são proibidas há
décadas no Egito, governado desde 1981 por Hosni Mubarak.
Oposição
dividida
Um correspondente
da BBC na cidade diz que ocorrem manifestações em
diversos pontos do Cairo e que o alto comparecimento parece ter
surpreendido até os organizadores.
Os protestos
começaram pacíficos, mas à medida em que cresciam,
surgiram os primeiros episódios de violência.
Ocorreram
protestos também em outras cidades, como Alexandria, no norte
do país.
Os
protestos reuniram milhares de pessoas no Cairo
Os manifestantes
têm três reivindicações principais: a
suspensão da lei de emergência que vigora permanentemente
no país (e que restringe liberdades civis), a saída
do ministro do Interior e a adoção de um limite de
tempo ao mandato presidencial – o que poderia levar ao fim
do governo de Mubarak.
O Egito
compartilha muitos dos problemas que geraram os problemas na vizinha
Tunísia, como o aumento de preços de alimentos, alto
índice de desemprego e revolta contra o que percebem ser
a corrupção do governo.
Mas a oposição egípcia se dividiu em relação
ao protesto.
Um de
seus líderes, Mohamed El Baradei, pediu para que a população
participasse, mas o maior movimento oposicionista do país,
a Irmandade Muçulmana, assumiu uma posição
mais ambivalente.
A organização
disse que não iria aderir oficialmente aos protestos, mas
também não iria pedir que seus membros não
participassem deles.
A população egípcia tem um nível educacional
muito mais baixo do que a tunisiana, com alta taxa de analfabetismo
e pouco acesso à internet.
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