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POLICIA -
JOÃO PESSOA/PB - 16 DE DEZEMBRO DE 2010
210 mil foram roubados
em um ano
Duzentas
e dez mil pessoas já foram vítimas de roubo ou furto
na Paraíba em um ano, de acordo com o suplemento “Características
da Vitimização e do Acesso à Justiça”
da Pesquisa Anual por Amostra de Domicílio (PNAD) divulgado
ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE). Segundo a pesquisa, a maioria dos crimes foi praticada contra
indivíduos de alta classe social e as vias públicas
são os locais mais escolhidos pelos assaltantes.
Foram
detalhados dados de todos os Estados do Brasil, traçando
o perfil socioeconômico das vítimas de roubo, furto,
agressão física e tentativa de furto ou roubo. Na
Paraíba, foram ouvidas 7.622 pessoas em 2.630 domicílios
no período entre 27 de setembro de 2008 e 26 de setembro
de 2009.
O telefone
celular é o objeto mais visado. Documentos pessoais, dinheiro,
cartões de crédito ou débito e cheque também
foram citados no estudo como alvos preferidos. Das 2,5 milhões
de pessoas com 10 anos ou mais de idade, 210 mil foram vítimas
de furto ou roubo, o que representa 7,3% da população
entrevistada. As vítimas de tentativa de roubo ou furto somaram
122 mil pessoas, ou seja, 3,8% da amostragem.
A pesquisa
evidenciou, também, a questão da sensação
de segurança. Conforme o estudo, 40,9% dos paraibanos não
se sentem seguros na cidade em que moram. Neste quesito, os homens
se dizem mais seguros do que as mulheres. Na Paraíba, 61,9%
dos homens declararam possuir sensação de segurança
no seu Estado, ficando na frente dos 56,6% das mulheres.
No Estado,
o dispositivo de segurança mais usado é a grade na
janela ou porta da casa, representando 32,3%. O uso de fechadura
extra e olho mágico seguem no ranking com 21% e 14,7%, respectivamente.
Cerca de 50% dos domicílios tinham algum dispositivo de segurança.
Esse percentual foi bem maior para os apartamentos (85%) do que
para as casas (48%).
As vítimas
de agressão física contabilizaram 45 mil pessoas em
2009, entretanto, deste número, 66% não registraram
queixa na polícia, fato que denuncia a falta de confiança
da sociedade nos órgãos de segurança pública,
além da sensação de impunidade.
Brasileiros
não dão queixa na polícia
Rio
de Janeiro (ABr) - Os dados mostram que mais da metade dos crimes
de roubo em todo o país não são registrados
na polícia. A justificativa mais citada pelos entrevistados
para não procurar delegacias é a falta de confiança
na polícia, seguida pela percepção de que não
era importante recorrer à polícia. Apenas 48,4% das
vítimas de roubo no país e 37,7% das vítimas
de furto recorrem à polícia. Mesmo entre os que procuram
auxílio policial, cerca de 10% não registram queixa.
A pesquisa
mostra que quase metade da população brasileira (47,2%)
não se sente segura na cidade onde vive. Entre as vítimas
de roubo ou furto no período de um ano antes da pesquisa,
esse percentual sobe para 70,4%. A preocupação com
a segurança é mais frequente em áreas urbanas
do que nas áreas rurais.
A população
brasileira se sente mais segura em casa, onde 60% dos moradores
declararam usar algum dispositivo de segurança, revelou a
pesquisa. O documento mostra que, à medida que o cidadão
se afasta do lar, mais temeroso fica. A pesquisa revela que 78,6%
da população (127,9 milhões), sentiam-se seguros
no local de moradia, onde estavam instaladas grades nas portas ou
nas janelas de 35,7% dos lares. No mesmo bairro, fora de casa, o
percentual de segurança foi declarado por 67,1% dos entrevistados
e, na cidade, um pouco mais da metade se sentia segura: 52,8%.
Cerca
de 11,9 milhões de pessoas, ou 7,3% da população
brasileira, foram vítimas de roubo ou furto entre setembro
de 2008 e setembro de 2009.
Aline
Guedes
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Veja
a situação de algumas delegacias na Paraíba |