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CIDADES - 24 DE JULHO DE
2010
Paraíba
terá juizados de violência doméstica
A Paraíba vai
ganhar um juizado especializado de violência doméstica
e familiar contra a mulher. Serão instaladas duas varas,
uma em João Pessoa e outra em Campina Grande. Apesar de
o projeto já se encontrar em fase de elaboração,
o desembargador João Benedito da Silva informou que ainda
não há data prevista para implantação
do juizado, que deve ocorrer no próximo ano.
A criação do juizado foi discutida em reunião
ocorrida na última quinta-feira, no Conselho Nacional de
Justiça (CNJ).
Além da Paraíba, os Estados de Rondônia, Santa
Catarina e Sergipe também devem ganhar seus juizados. Segundo
o desembargador, a implementação das varas paraibanas
está sendo aprovada em etapas, através de um anteprojeto
de Lei de Organização Judiciária Estadual
(Loje).
“Naturalmente que as varas só funcionarão
depois que a Loje for aprovada pela Assembleia Legislativa e,
então, sancionada,”, explicou.
Atendimento
para mulher
Segundo
o desembargador João Benedito, atos posteriores à
aprovação da lei podem se estender por alguns meses.
“A instalação da comarca resulta em despesas
e existem procedimentos burocráticos por trás disso.
De certo, podemos assegurar que vamos concluir a elaboração
da Loje ainda este ano e encaminhá-la para a Assembleia,
que tem seu prazo para aprovar definitivamente a lei. Sendo assim,
a implementação do juizado só deve ocorrer
no próximo ano”, destacou.A instalação
dos juizados de violência doméstica e familiar contra
a mulher é uma ação desenvolvida em parceria
pelo CNJ e Governo Federal, por meio da Secretaria de Reforma do
Judiciário (SRJ) do Ministério da Justiça e
da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência
da República. Desde 2006, já foram instalados 46 destes
juizados em 22 estados e no Distrito Federal.Para o desembargador
João Benedito, a chegada do juizado à Paraíba
vai contribuir para a celeridade dos processos envolvendo violência
doméstica e familiar contra as mulheres. “Com uma vara
específica, o atendimento será prioritário,
o que vai otimizar os procedimentos. Além disso, cada uma
das varas contará com uma equipe multidisciplinar, dando
o apoio necessário aos juízes. Com isso, a qualidade
do serviço também vai melhorar. E, claro, as mulheres
terão mais segurança para procurar o judiciário,
a fim de resolverem seus problemas”, atentou.
Adequação
a legislação
Sem
possuir os juizados especializados em Violência Doméstica
e Familiar contra a Mulher, Paraíba, Rondônia, Santa
Catarina e Sergipe são tratados pelo o Judiciário
como sendo Estados que ainda não se adequaram devidamente
à Lei Maria da Penha, em vigor há quase quatro anos.
Ela foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva,
para criar mecanismos objetivando coibir a violência doméstica
e familiar contra a mulher. A inspiração para o surgimento
da legislação surgiu da história da cearense
Maria da Penha Maia Fernandes, agredida pelo marido nos anos 1980.
Após o marido ter tentado matá-la duas vezes, ela
ficou paraplégica - o agressor foi punido apenas 19 anos
depois do ocorrido e ficou apenas dois anos preso.
Alysson Bernardo
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Veja
a situação de algumas delegacias na Paraíba |