|

Cidades - Sexta,
9 de Julho de 2010
Falta
de estrutura prejudica investigações
O registro
de carros e motos que são roubados na Paraíba está
diminuindo desde o ano passado, mas a Delegacia de Roubos e Furtos
de Veículos e Cargas revelou que nem todos os casos são
notificados e que a falta de estrutura para investigar prejudica
o combate ao crime. Na maioria dos casos, os veículos roubados
não retornam para os donos.
Nos quatro primeiros meses deste ano, foram registrados o roubo
de 94 carros e 163 motos. Nesse mesmo período do ano passado,
foram registrados 143 roubos a carros e 231 a motos. O trabalho
que é feito na delegacia é tentar encontrar o veículo
e devolver ao dono, nos poucos casos em que são encontrados.
A justificativa apontada pelo delegado de Roubos e Furtos de Veículos
e Cargas, Paulo Martins, é que não existe um serviço
de inteligência no local para descobrir quadrilhas e prender
os acusados. “Ladrão de carro é o mais difícil
de pegar. Eles já pegam o veículo com a pessoa certa
para repassar, então é muito difícil recuperar.
Também há casos de encontrarmos o carro na mão
de terceiros, mas eles não têm pistas de quem roubou.
Nesses casos, quem estiver de posse do veículo vai responder
por receptação”, afirmou o delegado Paulo Martins.
Tráfico
Walber
Virgolino, delegado do Grupo de Operações Especiais
(GOE), afirmou que as investigações apontam para uma
prática cada vez maior de roubo de veículos já
que quadrilhas especializadas no tráfico de drogas estão
migrando para o roubo de carros e motos.
Para o delegado, as quadrilhas envolvidas no roubo de veículos
têm um esquema entre os estados da Paraíba, Pernambuco
e Rio Grande do Norte. Walber explicou que a responsabilidade na
investigação é da delegacia especializada,
mas disse que o GOE é quem auxilia para conseguir identificar
os bandidos.
“Eles roubam e levam para outros estados para fazer assalto
e depois depenar o carro para revender em sucata. Outra prática
comum é que eles roubam e levam para um sítio porque
lá passam a vida sem emplacar. Além disso, muitos
veículos vão por encomenda e têm o chassi adulterado”
esclareceu Walber.
Demora
Walber
Virgolino declarou que as investigações de roubo de
carros são demoradas porque são muitos os envolvidos,
mas que vários grupos estão sendo monitorados para
conseguir as informações suficientes para serem incriminados.
Ele também disse que o trabalho é prejudicado porque
não existe investigação específica.
“A polícia vem desvendando muitos casos, mas é
preciso mais, porque os bandidos mudam a forma de agir. Cada vez
mais eles seguem as vítimas até a sua residência
e anunciam o assalto para tomar o veículo”, afirmou.
Virgolino disse, ainda, que é necessário um trabalho
mais integrado entre a polícia dos estados envolvidos.
Álisson Arruda
|
Veja
a situação de algumas delegacias na Paraíba |