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JOÃO
PESSOA/PB – SEXTA FEIRA, 22 DE JANEIRO DE 2010
Ação
da OAB sobre tortura na ditadura está parada há quase
um ano na PGR
O presidente
nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, criticou
hoje (21) o fato de que, desde fevereiro de 2009, não teve
qualquer andamento a Ação de Descumprimento de Preceito
Fundamental (ADPF) nº 153, ajuizada pelo Conselho Federal da
OAB para que os crimes de tortura praticados na ditadura militar
sejam declarados imprescritíveis.
A ADPF foi ajuizada no Supremo Tribunal Federal (STF) em outubro
de 2008 e desde fevereiro do ano passado, quando a Advocacia Geral
da União apresentou seu entendimento sobre o assunto, as
poucas movimentações registradas são requerimentos
de juntada de documentos apresentados pela própria OAB. Como
a Procuradoria Geral da República (PGR) até agora
não se manifestou sobre o assunto, a OAB também já
requisitou que o Ministério Público seja intimado
a devolver os autos do processo.
A OAB
aguarda do mais importante tribunal do país a decisão
que, segundo Cezar Britto, trará a definição
processual para o tratamento que deve ser dado a quem cometeu crimes
de tortura no passado. A Ordem busca uma interpretação
mais clara naquilo que se considerou como perdão aos crimes
conexos de qualquer natureza quando relacionados aos crimes políticos
ou praticados por motivação política. A avaliação
da OAB é a de que a norma estende o perdão aos torturadores.
No documento
enviado ao Supremo com o seu entendimento sobre a matéria,
a AGU demonstrou a enorme divergência que existe no seio do
próprio governo com relação ao tema, pois juntou
pareceres do ministro da Justiça, Tarso Genro, da Casa Civil,
Dilma Rousseff, e dos Direitos Humanos com opiniões totalmente
divergentes entre si, alguns deles afirmando, inclusive, que tortura
não é crime político.
A ADPF
153 já recebeu pedidos de ingresso como amicus curiae (ou
amigo da corte) das seguintes instituições: Associação
Juízes para a Democracia, Centro pela Justiça e o
Direito Internacional (CEJIL) e Associação Brasileira
de Anistiados Políticos (ABAP).
Conselho
Federal
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Veja
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