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Há
antivírus para combater a fofoca?
Jornal
da Paraíba - 13/03/2009
Por: Dalmir Sant’Anna (*)
Há
antivírus para combater a fofoca? Quantos fofoqueiros são
necessários para substituir uma lâmpada queimada? Três:
um para realizar a tarefa operacional e reclamar pela lâmpada
ter queimado e dois para colocar em prática o vírus
com comentários negativos sobre a roupa de quem está
trabalhando, a maneira como subiu e desceu da escada e posteriormente,
provocar comentários de como ficou o resultado da iluminação.
O vírus da fofoca pode ocorrer nos locais mais diversos com
pequena ou grande quantidade de pessoas, em locais inusitados e
quando um trabalhador demonstra expressiva dificuldade em acolher
as mudanças que lhe são impostas, seja pelo ambiente
profissional em que está inserido, ou ainda, pela forma como
os outros colaboradores se relacionam, disseminando entre os colegas
que o problema frequentemente está na empresa, na gestão,
na liderança, nos equipamentos ou em algum outro fator externo.
O antivírus é a ação de não levar
adiante uma fofoca, prezando em valorizar a cooperação
e estimular a proeminência do companheirismo.
Dar ouvidos a um fofoqueiro pode trazer consequências tristes
– Lamentavelmente, o fofoqueiro é ainda um personagem
garantido em muitas organizações e continuamente,
lança o vírus da fofoca fazendo com que inúmeros
profissionais levem consigo experiências negativas de empresas
onde a fofoca gerou situações constrangedoras. Inúmeros
desligamentos e afastamentos de locais de trabalho foram solicitados,
em decorrência da dificuldade de adaptação à
cultura organizacional e aceitação aos colegas que
frequentemente usavam da fofoca para buscar promoções
e prejudicar o crescimento de um colaborador. Observe que há
pessoas que ficam incomodadas com o sucesso de outras pessoas e
acabam não controlando a língua. Há pessoas
que aborrecidas, acabam disseminando o vírus da fofoca ao
descobrir que você conquistou o primeiro lugar em uma competição,
ingressou na universidade, iniciou um curso superior ou realizou
uma conquista pessoal. Dar ouvidos a um fofoqueiro pode trazer consequências
tristes, pois no momento de tirar os fatos a limpo, você pode
ser considerado o culpado da história.
É momento de acionar o antivírus para combater a fofoca
– Quando um colega de trabalho falar que a “boca é
um túmulo” utilize o antivírus e realize o combate
da fofoca. Detecte o vírus quando um intrigueiro somente
fala mal dos outros, dissemina a discórdia e não é
capaz de avaliar as falhas cometidas. O antivírus é
acionado e entra em ação, quando a equipe de trabalho
percebe que os resultados coletivos estão sendo prejudicados
em decorrência da maledicência e dos boatos gerados
por um ou mais integrantes da empresa. Para realizar a remoção
do vírus, a liderança não pode usar intermediários.
Deve solicitar uma reunião e de maneira enérgica colocar
ponto final na situação. É momento de acionar
o antivírus para combater a fofoca e compreender que o vírus
pode ser disseminado por falta de experiência, entretanto,
o fofoqueiro que recebeu uma dose de antivírus, foi alertado
e já está avisado sobre o assunto.
A etiqueta corporativa abrange respeito aos demais colegas –
Você foi convidado para um almoço por um colega de
trabalho. Durante o encontro constata que o assunto principal é
a disseminação do vírus da fofoca sobre outros
colegas da empresa. Qual a sua conduta? Primeiramente é necessário
demonstrar e deixar evidente que você é uma pessoa
educada e profissional, agradecendo o convite do almoço.
Em seguida é necessário indicar que a etiqueta corporativa
não é algo fútil e seu alcance está
além de distinguir entre um garfo de salada e o do prato
principal. Acione o antivírus e mostre que não há
interesse algum da sua parte, na continuidade da conversa sobre
este assunto. Observe que a etiqueta corporativa abrange respeito
aos demais colegas, principalmente, quando estes não estão
presentes. O clima organizacional perde com a fofoca através
do vírus destrutivo do respeito ao próximo.
Normalmente o fofoqueiro é o locutor oficial do programa
“disse-me-disse” da “rádio peão”
ou da “rádio corredor” (rede informal de comunicação
transferida sem controle) e além de veicular intrigas e boatos,
disponibiliza parte do seu tempo para ações improdutivas
e deixa de realizar contribuições para o crescimento
da empresa. Quando um colega de trabalho entrar na sala e anunciar:
“Vocês sabem da última?”, imediatamente
fique atento e acione o “antivírus do detector de fofocas”,
pois certamente, você estará ouvindo mais uma informação
sem que os principais envolvidos estejam presentes.
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