DIÁRIO DA BORBOREMA
OPINIÃO

Ao amigo Ariosvaldo Chagas

A2 - Campina Grande - terça-feira, 16 de janeiro de 2007

José Adailton Gonzaga Farias.

 

Quando conheci você eu ainda nem pensava em ser um policial;
Foi através dos órgãos de imprensa que comecei a acompanhar toda a sua trajetória profissional. Sempre atuante, corajoso, companheiro e destacando-se dos demais policiais de sua equipe.
Quanto serviço prestado à sociedade, quantas operações com sucesso, em busca de combater o crime, até mesmo em outros estados. Sua energia, seu espírito de coragem, sempre contagiou os que faziam parte qa sua equipe à frente da Delegacia de Roubos e Furtos de Campina Grande.
Nunca temeu as ameaças da malandragem, pelos bandidos sempre foi respeitado, da sociedade com certeza recebe o legado.
É, amigo, vai ser difícil para nós policiais, conviver e continuar o nosso trabalho, sentindo a sua falta. Estamos tristes, enlutados, desarmados com a sua perda, mas acredite; logo nos.ergueremos e. iremos dar continuidade a sua história , uma história de luta, trabalho, dedicação ao combate da marginalidade e a tranqüilidade dos cidadãos.

«Ser policial nos dias de hoje é muito difícil, principalmente com a crescente onda de violência em nosso país> >

 


Nesse momento triste, me faz lembrar das nossas brincadeiras no pátio da central de polícia, juntos com os amigos, o saudoso Batista, o Eduardo, todos estes já se foram, mas com certeza marcaram a sua história na Polícia Civil da Paraíba.
Hoje todos nós estamos a lamentar, conhecendo a sua pessoa, sua grande experiência na área policial e morrer de uma forma triste. A sua experiência, a sua coragem, o seu espírito de policial atuante, todos eles lhe traíram naquela tarde triste de 7 de janeiro de 2007.
Quando mais uma vez você de uma forma corajosa, foi ao combate da criminalidade, buscando resguardar a paz da sociedade. E o que encontrou? Três bandidos cruéis, elementos nocivos à nossa sociedade, e eles usando da covardia, da malícia bandida, atiraram coontra você e tiraram-lhe a vida.

Esses elementos não tiraram apenas a sua vida, tiraram também o brilho da nossa Polícia civil, sub- traindo do nosso meio o que nós mais tínhamos de melhor.
Hoje uma cIassede profissionais lamenta, a sociedade chora, e a sua família implora por justiça. Saiba amigo Chagas, onde você estiver, acredito eu, que estais com o seu Deus eterno devido aos frutos que plantasse nesta terra, que serás sempre lembrado por nós da
Polícia Civil, não só da Paraíba, mas também dos estados do Rio Grande do Norte e do Ceará, onde também marcastes a tua história na vida policial.
Ser policial nos dias de hoje é muito difícil, principalmente com a crescente onda de violência em nosso país, e tu amigo, foste mais uma Vítma desta violência, desta grande guerra Urbana que se faz dentro da cidade de Campina Grande.

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AGENTE DA POLÍCIA CIVIL DE CAICÓ (RN)
E EX-DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL DA PARAÍBA

 

 

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